sexta-feira, 3 de julho de 2015
Crise, o que eu faço agora?
Frente a um cenário de incertezas e inseguranças, é muito importante que CIOs usem de todo o bom senso para tentar separar o que é reflexo da ansiedade e do medo, daquilo que é fruto realmente dos fatores econômicos. Se de um lado existem visões apocalípticas, de outro estão os visionários que conseguem vislumbrar novas oportunidades. O olhar de um CIO deve estar voltado para este lado. Existem sempre duas situações em tempos de crise: enquanto uns perdem e desaparecem, outros se reinventam e criam ótimas oportunidades de negócios. É aquela velha história do “você prefere ficar chorando e esperando a crise passar, ou vender lenços?”.
A primeira orientação que normalmente é dada nestes tempos é a famosa e temida contenção de despesas e o tradicional corte nos investimentos. Fazer o quê! Todos devem colaborar com o que for preciso. O bom gerenciamento de custos deve fazer parte do dia-a-dia. No entanto, bom gerenciamento significa saber onde economizar e, sobretudo, no que investir em tempos difíceis.
Para uma efetiva colaboração da área de ICT com a organização, uma outra ação importante é a de estar mais próximo das áreas de negócio, buscando dar um melhor suporte aos processos da empresa. Mapear os processos da organização de forma a descobrir quais são as entregas imprescindíveis para o pleno funcionamento das rotinas é absolutamente indispensável.
Outro fator a ser considerado como prioritário neste contexto é o de criar um ambiente interno que permita o melhor compartilhamento de ideias da equipe de forma a melhorar a qualidade e agilidade dos serviços. Desta forma haverá contribuição para que o dia-a-dia da organização se torne mais leve. Em momentos difíceis a área de ICT deve se unir e atuar de forma efetiva com as outras áreas para que os impactos sejam minimizados no negócio. É essencial colaborar com a organização no sentido de tornar mais eficiente o uso dos recursos de ICT, apoiando as lideranças em novas ações e auxiliando na agilidade das atividades cotidianas que o negócio exige.
A área de ICT que normalmente detém o conhecimento dos processos da organização, deve buscar de forma mais contundente a geração de inovação a partir da habilidade de encontrar caminhos alternativos para velhos processos usando sempre de muita criatividade de todo o time. Lembrando que criatividade e inovação são oriundas de pessoas. Somente com profissionais competentes e criativos será possível inovar. A retenção dos talentos com suas já reconhecidas expertises, competências e habilidades pode ser um diferencial para superar momentos nebulosos. Crises passam, pessoas ficam. Importante salientar que um ambiente adequado à geração de novos valores é composto por três pontos básicos: o posicionamento do líder atuando no desenvolvimento e manutenção de um ambiente de confiança; o orgulho do colaborador pelo seu trabalho; e o clima interno de colaboração. Em momentos de crise é que se deve separar o joio do trigo. O importante mesmo é fortalecer ainda mais as relações de confiança, engajando os colaboradores nas estratégias e objetivos do negócio, desafiando-os a darem o seu melhor em momentos de grandes exigências.
A crise deve ser vista sob um novo olhar, sob outro prisma. Possivelmente ela seja uma grande oportunidade de se quebrar paradigmas e de se reinventar. Um momento ímpar de gerar mudanças positivas de atitude, que possam eliminar definitivamente velhos hábitos.
Nas palavras de Jim Collins "A crise obriga as empresas a terem foco. A prosperidade, não". O mesmo conselho se aplica a todos.
Sucesso com suas mudanças!
Wellington Coelho
CIO Teksid do Brasil
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